Sábado, Março 26, 2011

Plasticidades - João Manuel MJ




João Manuel Marques Jacinto, nasceu no Montijo, no dia 22 de Junho de 1959. Frequentou o curso de Pintura no Centro de Arte & Comunicação Visual – AR.CO. Expôs individualmente, no início dos anos 90, no Círculo Histórico/Cultural do Montijo. E participou em outras exposições; 1990, 1991 e 1992 - "Alcarte" em Alcochete. 1996 - Exposição de Pintura e Poesia do IADE, (iniciativa de apoio ao projecto CAIS) no Instituto Português da Juventude, em Lisboa. 2003 – "Arte na Praça" (iniciativa integrada no programa “A´Gosto no Montijo”), no Montijo.

PLASTICIDADES João Manuel Mj


A exaltação do mínimo, e o magnífico relâmpago do
acontecimento mestre restituem-me a forma o meu
resplendor…

Luiza Neto Jorge
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Plasticidades traduz a urgência, o desejo, a necessidade de João Jacinto se expressar com uma exaltação e uma jovialidade quase infantis. Há, nos seus trabalhos, uma procura incessante qu constantemente se renova pela prática e pela declinação dos seus diferentes estados de alma.
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Desejo de descoberta…
Silhuetas que nos saúdam, padrões que se repetem, vitrais que reflectem jogos de luz e de sombra onde se adivinham arquitecturas fantásticas e manchas cromáticas que se espraiam sobre um suporte irregular ou derrames de tinta que propõem novas texturas num desejo ilimitado de descoberta. Uma multiplicidade plástica que procura a sua voz própria e que nos surpreende como uma inusitada descoberta.
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Inquietação…
Nesta multiplicidade de registos, por vezes antagónicos, por vezes (quase) reconhecíveis ou – tacteando nervosamente no vazio do suporte – surgem-nos como uma linguagem nova, um ponto de partida que estabelece um discurso original.
Marcas em que antevemos um percurso feito de uma tranquilidade, quase sempre, inquieta.
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O olhar…
Procuramos referências – mais ou menos – explícitas a outros artistas, a correntes estilísticas, a linguagens estéticas onde possamos “arrumar” estes exercícios pictóricos. O olhar percorre nervosamente a superfície das telas, procurando encontrar respostas. Elas ainda lá estão… ou já não… basta o olhar.

Carlos Morgado

Quinta-feira, Dezembro 04, 2008

Verbais: ninho de palavras





TEATRO – OPT DAC
VERBAIS: ninho de palavras
Lorca, Leminski, Cora Coralina, João Jacinto



“ Encenados” no Teatro da UFSC.
7, 8 e 9 Dezembro, 21.00 h
(imperdível!!!!!)

Entrada franca

Dia 7 sessão para convidados.



Oficina Permanente de Teatro-OPT,DAC:
VERBAIS: ninho de palavras.
O Poema como um Pré Texto,o Poema como um Texto, o Poema como uma Poesia.Obras do espanhol Garcia Lorca, do poeta português João Jacinto, dos brasileiros, Paulo Leminski, Cora Coralina e Luiz Islo Nantes Teixeira.
A poesia é uma das grandes possibilidades de desenvolvimento aos estudantes de teatro, porque estimula a sensorialidade e ao mesmo tempo requer ao universo cognitivo o emprego dos estudos teóricos da Interpretação,resultando em encenações ágeis, de profundo teor lírico que se mesclam ao humor subjacente de alguns versos encenados.
O equilíbrio entre o significado da palavra, o significante enquanto poesia e a linguagem corporal daí suscitada, são elementos significativos ao universo da aprendizagem atoral.
O poeta e Dramaturgo GARCIA LORCA, o poeta curitibano PAULO LEMINSKI, a poetisa CORA CORALINA , o poeta português JOÃO JACINTO e LUIS ISLO NANTES TEIXEIRA,compõem com seus poemas a estrutura dramática de
VERBAIS: ninho de palavras.
As poesias são interpretadas pontuando um trabalho corporal acentuado, bem como uma coreografia capaz de propiciar aos alunos atores concederem uma maior profundidade aos poemas escolhidos, ou seriam colhidos ?recolhidos?
Um momento certamente mágico ao público. A entrada é liberada, mas solicita-se a chegada com meia hora de antecedência ao Teatro


A OPT- OFICINA PERMANENTE DE TEATRO-DAC
A Oficina recebe alunos da UFSC e pessoas da Comunidade a mais de duas décadas, é um importante Laboratório do fazer teatral, que segue uma metodologia da coordenadora ,a diretora de teatro da UFSC, Msc Carmen L. Fossari, denominda:DE COMO SER PARA INTERPRETAR UM OUTRO SER.
Possibilitar uma experiência teatral para alunos da UFSC e pessoas da comunidade é um dos objetivos da OPT. O estudo Teatral acontece concomitante as montagens cênicas seguindo o pressuposto DE COMO SER PARA INTERPRETAR OUTRO SER.
Tal metodologia tem sido empregada ademais da UFSC, junto a grupos e escolas teatrais da América Latina,está programado para o ano de 2010 , um grande encontro de escolas teatrais da America Latina para ser formalizada a ESCOLA LATINO AMERICANA DE TEATRO POPULAR, que deverá ser vinculada a organismos nacionais e internacionais , sempre priorizando o Laboratório de pesquisa e do fazer teatral com a formação do Ator-Atriz.A OPT possibilita o registro profissional como Ator/Atriz, junto ao Ministério do Trabalho, através do Sindicato da Categoria.





VERBAIS: ninho de palavras.

SERVIÇO:
Dias : 7 , 8 e 9 Dezembro (dia sete sessão fechada para convidados)Horário: 21.00
Elenco:AUGUSTO SOPRAN (MÍMICO CONVIDADO) , MARIANA LAPOLLI,FLORA MORITZ SILVA, RUBIA MEDEIROS SILVA,LUCIA AMANTE, GABRIEL ORCAJO,CLARISSA GASKO,EVERTON TEIXEIRA, CARLA ALGERI,VIVIANE CAVALCANTE PINTO.
Técnica Vocal: ELO DORNELES
Sonoplastia : IMA D.ARANDA


Professores das Turmas I e II da OPT, II SEMESTRE: LOU HAMAD, ALEXANDRE PASSOS, SÉRGIO BESSA
Maquiagem : FERNANDA FINARDI
Laboratórios Corpo e Poemas ainda os alunos: Eduardo ,Fernando Silva,Nicoli, Giovana,e alunos da I fase.
Direção GERAL E ILUMINAÇÃO : Carmen L. Fossari
Produção; GRUPO PESQUISA TEATRO NOVO
PROMOÇÃO: DAC-SECARTE- UFSC.
Contatos: 37219348


in blogue Armazém da Palavra de Carmen Fossari
http://www.carmenfossari-armazemdapalavra.blogspot.com/

Sábado, Maio 05, 2007



Dias 11,12 e 13 de Maio

PESQUISA TEATRO NOVO apresenta:

um momento de poesia num palco lírico e onírico

O espetáculo DE COMO SER, que estreou dia 12 de dezembro passado no TEATRO DA UFSC (Praça Santos Dummont), retorna no próximo final de semana no mesmo teatro.

Com base em poemas, DE COMO SER, ultrapassa o limite de recital e ganha a cena num jogo teatral belo , repleto de surpresas e magia.O espetáculo é um mergulho nas possibilidades do amor, nas relações amorosas. Retrata ainda a busca de cada ser por suas verdades, memórias afetivas, encontros e desencontros.Um momento de rara beleza ritualística no nosso palco.

O roteiro é composto a partir de poesias ,de Portugal
Fernando Pessoa , e seus heterônimos:Alberto Caeiro e Álvaro de Campos,e o poeta contemporâneo, também de Lisboa João Jacinto, autor do livro de poesias OS (Re) Cantos da Lua, editora Magna, Lisboa
Fernando Pessoa, em seus versos , que trabalham a alma humana.Em cada poesia ,encontramos ressonância no leitor das palavras por ele escritas, todas abrangendo os caminhos e arestas diversas do Ser, tem no poeta João Jacinto, a mesma escola, do poema que retrata as variações , encontros e desencontros de cada qual na luta de se reconhecer diante dos diversos estares nas fases que a vida apresenta.

Os brasileiros Carlos Drummond de Andrade e Cecília “eterna” Meireles, presentes em DE COMO SER compõem esta trama dos humanos sentimentos.Optou-se por inserir JOSÉ, um dos mais conhecidos poemas brasileiros, numa interpretação inesperada, presentifica-se o corpo repleto de significações sociais.


Um momento de poesia num palco lírico e onírico.


Os Poemas:
Todas As Cartas de Amor São Ridículas, de Álvaro de Campos, Eu Nunca Guardei Rebanhos, Se Às Vezes Digo Que As Flores Sorriem e Última Estrela de Alberto Caeiro,Entre o Luar e O Arvoredo,de Fernando Pessoa,Escadas,Fui Criança, Jardim da Vida, Canto Proibido,Fingidor e Marinheiro de João Jacinto,
José ,Quadrilha e Poema das Sete Faces, de Carlos Drummond de Andrade,Canção,Motivo, Serenata e Preciso Não Esquecer Nada de Cecília Meireles


Atores do Pesquisa Teatro Novo e alunos da OPT, dirigidos por Carmen Fossari integram o cast do espetáculo.
Participam dois conceituados atores, Gringo Starr e Ivana Fossari, que recentemente interpretaram Pablo Neruda e Matilde Urrutia na peça Don Pablo Entre Vogais,encenado pelo Grupo Pesquisa Teatro Novo
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Serviço : De Como Ser
elenco:mariana lapolli,diego barardi,felipe fagundes,
sauthier anderson,álvaro guarnieri,nayara hachich

atores convidados: gringo starr e ivana fossari

técnica:amanda batista-luz,claudete.
foto: simone correa
flye: mihele millis

direção geral: carmen lúcia fossari

dias: 11, 12 e 13 de maio
local: Teatro UFSC-Pça Santos Dummont -Trindade
hora: 21:00
promoção : dac, prce, ufsc

contatos :331 9348 99717066


http://www.agecom.ufsc.br/index.php?id=5008&url=ufsc

Quarta-feira, Abril 25, 2007


Uma Leitura entre OS RE CANTOS DA LUA
carmenlúciafossari

(Este texto foi lido na apresentação do Livro (Re)cantos da Lua, pelo editor Emanuel Vitorino, em Vila Nova de Gaia.)

Vou escrever frente ao mar, o mar da outra margem do Atlântico, tão salgado mar de Portuguesas conquistas na voz eterna de Luis Vaz de Camões,
No mar que chorou as perdas lusitanas e que consagrou as conquistas do Império Quinhentista, cuja história fincou raízes a espalhar mundo afora a Língua Portuguesa. Depois, outros filhos da terra lusitana ,outras e tantas conquistas alçaram.
Estas, em reinos de outras línguas, e atravessaram fronteiras , e sob o Império da Emoção, fizeram de Portugal a praia imemorial da Poesia.
Uma Ágora, onde sentados na beira de um mar de gentes ,Fernando Pessoa soberano solfeja, os assinalados versos da alma Luisitana, e toca no coração da pátria humana sem fronteiras.

Das letras, podemos emprestar o nome do livro homônimo do Premio Nobel de Literatura e dizermos TODOS OS NOMES, onde na emoção me surge José Saramago.

Esta tríade dos consagrados escritores, revela uma terra, com uma vocação natural às evocações da alma, da transcendência.
O ápice do sentir, o amor e seu duplo a dor.Do Fado, ecoam os acordes da guitarra portuguesa e ela, nos permite levitarmos sob o Tejo, de caudalosas águas.
No Tejo a poesia , em afluentes se bifurca, retorna na esquina e renova-se.
Renova-se na geração dos escritores que hoje traduzem a grandiloqüência da História, com a magnitude, que habita a alma lusa a expressar-se em sua Língua Portuguesa.

A poesia é imprescindível ao ser que se quer saber, e é sempre uma inimiga feroz, dos processos econômicos virulentos, que se propagam, nas artérias das cidades, insuflando comportamentos, atitudes da repetição consumista.

Assim que se a poesia, nada contra a correnteza de um mudo que apregoa valores do ter ante o ser, ela, a Poesia , em Portugal, emerge do leito do Tejo.
E, com a história de resistências culturais, encontra na sua Língua materna, uma aliada identidade.A identidade cultural formada na sua diversidade histórica e social.

Uma editora, que divulgue novos poetas, haveria de ter um nome Magno, assim que encontro em Lisboa a MAGNA EDITORA, a editar os valores literários portugueses e universais.
Fato que me parece salutar , diria ainda e não por aliteração, mas por reconhecimento:Magnâmico. Editar a poesia contemporânea portuguesa.
E aqui, encontramos o Poeta João Jacinto e seu livro RE CANTOS DA LUA.

Uma poesia, profunda densa, filosófica, por vezes dócil, amena, mas sempre contundente, uma palavra como uma lamina afiada a tocar na pele, para sangrar,
as feriadas do ser, não deixar cicatrizar a superficialidade.

Uma poesia que abre nossos poros fechados, no dia a dia da sobrevivência, nas vivencias amorosas que não se permitem o confronto das diferenças, um mergulho no país da infância onde ali o poeta encontra a utopia da absoluta felicidade e pureza do ser.

A primeira vez que li a sua poesia, as palavras iluminaram o dia que já era claro e feliz, foi no dia de meu aniversário. Li, reli do Poeta, um poema sincopado onde Parabenizava o dia do aniversário, dizer tanto da vida num poema tão breve. A vida pareceu ser ainda mais mágica, por aquelas palavras, um pequeno hinário a vida.

Soube de imediato a grandeza humana e literária do poeta.
Encontramos João Jacinto por vezes, Filósofo, inquiridor das vicinais artérias da avenida da vida, a buscar o oculto, revelando os turbilhões humanos usualmente admoestados em caixas escondidas nos porões da nossa memória.
O Filósofo Poeta, não concilia, abre as chagas, as expõem,não se poupa, é o narrador e seu protagonista, o criador e a sua criatura, a poesia no estado mais latente de humanidades que sangram, aos poros dos que atravessam a fronteira de busca do auto-conhecimento.

Esta lavra, inquiridora, reveste-se, em minha opinião, da maior promessa poética da Literatura Contemporânea. Ela vara os limites, do caos urbano, cosmopolita , globalizado , para pontuar, ao centro da humanidade, a palavra útero.Ali onde as emoções fecundam e nascidas se multiplicam afloradas no lirismo ou abafadas sob os nãos . Estes , como aquela ,presentes a diário nas vidas humanas .
Ambas vertentes encontramos na obra RE CANTOS DA LUA.

O Poeta aponta a lamina da palavra faca afiada, na epiderme retesa,
das oclusas saídas do ser em desencontro de seu duplo amoroso, mas, não o diz do leitor e , sim a si próprio.
Imola-se, e por suas palavras nos absolve dos nossos caminhos tortos, mas nos deixa atentos.A a vigília da palavra em poesia permanece a convidar que ousemos transpassar
a porta que em estando fechada, pode ser aberta, pois que a poesia promove a reinvenção da vida.

Há ainda na poesia de João Jacinto no contrário construtivo de seus versos
uma outra ponta do fio desta meada filosófica. Faço referencia à amplidão psicológica dos feitos do narrador da poesia, o Poeta.

O poeta é seu próprio paciente e ele o Psicólogo, faz o diagnóstico:
Percorro entristecido, o labirinto construído de medo, ou ainda... Sou o duplo de confundíveis identidades.

João Jacinto amplia na sua poesia, as vertentes de seu escrever, filósofo, psicólogo,
trágico.
Se a tragédia, nascida na Grécia, primou os versos ditirâmbicos, o poema de versos livres de Jacinto, nos remete ao sentido mais visceral do gênero Trágico, propulsor da tragédia. .
Encontramos na obra o Herói Trágico, é o poeta narrador na sua grandiloqüência de procura de seu estar diante do ser, trazido em palavras aradas.

Da mesma verve heroicizada daquelas tragédias gregas, como nos versos de CANTO PROIBIDO, OU ARREPENDIMETO;
Quem me ouvirá quando puser em enlouquecida fuga, para os confins derradeiros do mundo? , sinto o desespero amargo dos teus sentidos ou ainda literariamente, o verso final do poema ULTIMA CEIA:
Caia o pano,que finde de vez esta ultima ceia.

A profundidade destes versos, é assombrosa, as encontramos quase de relance, na leitura do poema, e já não somos nós mesmas, nós mesmos. .
A força do existir na pluralidade dos sentires se instaura

Então, em outro verso, ele busca a conciliação, a compreensão, compaixão e vislumbra o lirismo imemorial da alma dita POÉTICA. Encontramos o pintor, que aflora, pois que na vida já percorreu as artes plásticas.O Pintor é quem agora,na pele de poeta,colore na folha impressa os tons da natureza,retirados da sua palheta de palavras cores..
Manhãs douradas, eras o sol do meio dia, brilhando por cima de minha vida,um arco-íris que sobressai,quero olhar o firmamento e perder-me a contar estrelas, que amadureçam os frutos do amor, dancei aos ventos, perfumado de azul e algas, verdejantes primaveras.

Esta riqueza de contextualizações na obra de João Jacinto, quanto mais o lermos, tanto mais será ampliada.

Antes de finalizar, é imperioso dizermos que a poesia do poeta João Jacinto,
suscita incontáveis leituras e já ficamos a esperar outros livros.

Hoje, acompanhemos o poeta, nascido em Montijo, quando em seus versos ,também cultua o país sagrado, aquele mesmo, que todos nós já habitamos um dia: o país da infância.
O poeta foi uma criança feliz, sob olhares femininos, que o circularam, Mãe, Avó,Tia, Irmã,Vizinha, e na sua formação a envolver seu crescimento, ainda a musica paterna, um fagote transpassando sons a enriquecerem a personalidade aflorada nos jardins verdes dos afetos.

João Jacinto, sua literatura é um bálsamo a revitalizar a Língua Portuguesa, que atravessará os mesmos mares “sempre dantes navegados” a entregar ouro e prata, da melhor alma humana, na poesia do MENINO DE MONTIJO.

Saudações.

Ilha, Florianópolis, sul do Brasil
Aos 16 de Abril de MMVI

Carmen Lucia Fossari

Segunda-feira, Abril 23, 2007


Discurso de apresentação do livro (Re)cantos da Lua, em Vila Nova de Gaia, pela jornalista Dra. Maria Leonor Silva

Ao meu querido amigo João Jacinto, a todas aquelas e aqueles que quiseram partilhar alguns momentos de convívio e amizade em volta de um livro.
O João como carinhosamente gosto de chamar teve a gentileza e a honra de me convidar para aqui estar hoje a apresentar este livro.
É uma tarefa ingrata, mas ao mesmo tempo estimulante. Eu que também sou uma sonhadora identifico-me com o autor e amigo, pois se calhar tem a ver com o planeta que nos rege aos dois “A LUA”.
Li e reli os (Re)cantos da Lua, e se me permitem vou acrescentar alguns adjectivos. É perturbante, sensual e contém uma carga emocional muito forte. É esta tripla dimensão que mais me apaixonou nesta obra que está diante de vocês.
Sobre este livro tenho mais para acrescentar. É uma viagem ao lado lunar da vida.
Eu não sei quantas estrelas tem o céu, mas sei que estes (Re)cantos da Lua estão cheios de palavras escritas com sentido e sentimento, plasmadas na alma de alguém que não parou de sonhar e tenta uma nova aventura na vertigem da poesia. João Jacinto que eu conheci há algum tempo é um alquimista dos sonhos, caranguejo de signo, estudioso da Astrologia e de outras artes mais ou menos lunares. TEM OUTRO ATRIBUTO: é capaz de corporizar uma ideia e um projecto susceptível de levar pessoas a experimentar tocar a felicidade que tanto aspiram e desejam.
Ao chegar a este patamar feito de afectos, sempre vos digo que este livro se folheia com prazer e como ler não pode ser uma maçada, antes um exercício de prazer e fonte de conhecimento, então estes “(Re)cantos da Lua” trazem-nos de volta uma visão cósmica do mundo, onde nem sequer faltam algumas essências da vida, como o amor, a fé (sim, este livro é também uma obra profética, sem querer evangelizar ou catequizar o comum dos mortais…) cujo o poema “Criar” nos conduz de forma clarividente à imagem e semelhança do Criador.
Porém, é no corpo, essa matéria de seduções, ódios e paixões que o livro mais me sensibilizou. Sem querer fazer qualquer analogia com outros poetas do amor, nomeadamente, Eugénio de Andrade, esse poeta superior da língua portuguesa e que nos deixou uma obra fulgurante e ao mesmo tempo, incomensuravelmente bela, também eu “Olho para a noite e apaixono-me sob o encanto pálido da Lua”, também eu considero o verbo criar, como uma “forma de dar e ser possuído”. Ou traduzindo o autor “é a divisão do nada, explosão infinita das ideias, na multiplicidade dos sentidos”.
Este livro que vos deixo, qual António Aleixo dos tempos modernos, não procura dar respostas sobre nada, nem é uma cartilha de bons ou maus sentimentos. Apenas traduz estados de alma, poemas do fundo do coração e capazes de fazer voar a nossa imaginação criadora. Não têm mensagem, nem destinatário. Têm, no entanto, um grande simbolismo e inquietam-nos a alma. Se tal acontecer, estes “(Re)cantos da Lua” já terão valido a pena ter descido ao planeta Terra e jorrado esta galáxia de luz capaz de iluminar o lado lunar das nossas vidas.
Obrigado João por todos nós termos tido a felicidade de partilhar estes momentos de intimismo poético.

Maria Leonor Silva
20 de Abril de 2007

Segunda-feira, Abril 16, 2007




Apresentação do livro (Re)cantos da Lua

Data: Sexta-feira, Abril 20, 2007
Hora: 19:00
Local: El Corte Inglês - Sala de Âmbito Cultural, 6º piso
Cidade: Vila Nova de Gaia

A apresentação estará a cargo da Drª. Maria Leonor Silva.

joão jacinto

Sexta-feira, Março 02, 2007


Recantos da Lua
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www.livapolo.pt

Sexta-feira, Janeiro 26, 2007


Secção de Autógrafos

No dia 9 de Fevereiro, estarei em SãoPaulo/Brasil, no Hotel NH, na Rua Frei Caneca, nº. 1.199 (Estação de Metro – Consolação), pelas 18 horas, para uma Secção de Autógrafos, do meu livro “(Re)cantos da Lua”.

joão jacinto

Domingo, Janeiro 07, 2007

UM ANO NOVO , ASSIM


"A PAZ DE CRIANÇA DORMINDO..."
O AMOR EXPLODINDO EM AFETOS
OS SONHOS SORVENDO NAS NOITES
O MATURAR DOS AMANHECERES
UM ANO BELO COMO A AURORA BOREAL
COMO TOCAR NA BORDA DA LUA
COMO SE TODOS OS VENTOS
LEVASSEM PÉTALAS DE ROSAS
PARA AMAINAR A DOR MAIS PROFUNDA
COMO UMA BÚSSOLA
QUE NORTEASSE AO SUL
A UMA ILHA
COMO O VERSO QUE LEIO
E VÔO MEUS EUS
E TE ENCONTRO !!!!

CarmenFossari
(dedico ao poeta , autor de RECANTOS DA LUA.)

in blogue
http://carmenfossari-armazemdapalavra.blogspot.com

Terça-feira, Dezembro 19, 2006


Discurso de apresentação do livro de poesia (Re)cantos da Lua, pela jornalista e escritora Ana Paula Almeida

Não me vou pôr a falar de estilos, de construções, da linguagem, dos versos, da rima ou da métrica…
Não me vou debruçar sobre a vida “misteriosa” do poeta e daqueles que o rodeiam e o inspiram, fazendo com que ele se revele, na sua mais profunda essência.
Não me vou pôr a analisar o que só se lê com o coração, pois para rótulos, conselhos e espartilhos literários dou a voz e a vez aos críticos.
Estou aqui como Amiga, primeiro, e como leitora do João Jacinto, para vo-lo apresentar também como poeta, depois de já o ter recomendado como astrólogo, depois de já lhe ter vislumbrado grandes dotes como pintor e depois de continuar a elogiá-lo como homem, com maiúscula, artista versátil e vertical, amigo coerente e leal que só merece o nosso apoio incondicional, até às estrelas.
Pediu-me que aqui dissesse umas palavras, sobre estes (re)cantos da Lua, nesta sua auspiciosa estreia, também como autor.
Li e reli, várias vezes, o livro, com interesse e com paixão; li e reli alguns poemas com admiração e com surpresa.
No final, digo-vos, conheci outro João e outras vertentes da vida, pois vi-a através de outros olhares que o João capta, decifra e concentra, como se fosse uma antena das sensibilidades, expectativas, sonhos, necessidades dos outros, que sabe ouvir como ninguém.
É um poeta do amor e dos afectos, escreve com sentimento, à pele, mas com a gramática apurada.
Escreve a ferro e fogo, pela calada da noite, quando se vislumbram velhos fantasmas amigos, quando os pés aterram, finalmente, no chão, depois de muitas horas, dias, nas estrelas, a perscrutar novos horizontes, para quem o consulta, com esperança.
São poemas que vão ajudar a decifrar alguns enigmas, os mais íntimos, pessoais e “intransmissíveis” e também aqueles que são comuns à maioria das pessoas, transferíveis ao colectivo no que diz respeito ao modo de ser, agir e reagir, no mundo e com os outros.
São poemas rurais, urbanos, de amor e de esperança, de falta de fé e de morte, de um homem capaz de ser vários homens escrevendo poesia como quem constrói: faróis, estrelas guias, bússolas, para quem andar desnorteado, a nível pessoal e sentimental.
Os seus textos são incisivos, acutilantes, metafóricos, uns mais eruditos que outros, mais populares, e uns mais românticos que outros, mais ácidos, mas todos vibrantes, tocantes, incapazes de nos deixarem indiferentes.
Nesta obra está um olhar contemporâneo sobre o mundo, visto por um homem que passa a vida com a cabeça na Lua, entre outros planetas do sistema solar, e outros que ele ainda vai acabar por descobrir…
São poemas que ficam para a memória colectiva do final do séc. 20 e do início deste séc. 21, num percurso complexo e simpático de um “amador que ama a causa amada”, a Poesia, imprescindível para quem não prescinde do prazer, sensorial e mental, entre ondas emotivas e intelectuais que embalam o João Jacinto, agora numa nova fase.
Não é poesia académica, erudita, mas são poemas definitivos, essenciais e alguns inesquecíveis, para quem gosta de poesia.
Ler poesia é mudar de planeta, mental e emocional, é voar por entre as estrelas e pisar a Lua e é sempre assim de cada vez que se relê um poema que se ama.
Li e reli, vezes sem conta, “Não saber ser de mim”, “O tempo da idade”, “Amar”, “Criar” e “Não sei”…
Sei que há poemas curtos e filosóficos, outros quase cómicos, uns tristes, outros mordazes, descritivos, metafóricos, como no “Jardim da vida”, todos eles à espera de serem desbravados por exploradores de sensibilidades, por leitores ávidos, atentos e conscientes do peso que a poesia também tem na vida e até na politica, por vezes de forma pragmática.
Com uma expressão marcada por uma apurada sensibilidade, com um enorme capital linguística, com uma invejável cultura universal, com uma incontida emoção, com uma irrepreensível lucidez, simplicidade, beleza e candura, João Jacinto tem aqui um golpe de asa, mostra fôlego e talento, revoluciona e cria uma linguagem própria, marcada por um modernismo original, não atraiçoa os antigos nem as suas próprias raízes e atinge aqui um novo patamar, uma nova dimensão.
Os seus poemas são retratos de emoções, pessoas, sensações, paisagens, esperanças, traições, amores desamores, vertigens, passado, presente e futuro.
Com unidade, coesão e qualidade, com uma linguagem rica e depurada, este é o espelho de uma nova fase, rica e significativa de João Jacinto, que permanece fiel a certos valores, através das mais diversas mudanças e da sua própria reacção perante este mundo… e os outros mundos…
Em “(Re)cantos da Lua” faz-se um quadro vivo de uma geração, por vezes frustrada, do povo português, tão profundamente lírico e épico, sonhador e melancólico…
Na sua “marcha-poética-social”, João Jacinto parece um arqueólogo do futuro, faz dos seus poemas testemunhos históricos, instrumentos de cultura, verdadeiros manifestos, para a consciencialização da realidade portuguesa, nem sempre de forma tão complacente, a apontar o dedo às fragilidades ou a mergulhar vertiginosamente no poder da palavra universal.
Aos críticos e leitores destes “(Re)cantos da Lua” caberá a decisão final.
Mas para mim garanto-vos que o João Jacinto está sempre em quarto crescente e nunca, como agora, se transformou numa “Lua Cheia”, tão cheia de Poesia., pureza, liberdade, magia, amor e esperança.
Entre ilusões e desilusões, confusões, vitórias, derrotas e consolações, João Jacinto toma de assalto mas com segurança o lugar de poeta no firmamento literário das novas estrelas.


15 Dez. 2006

Ana Paula Almeida

Lançamento do livro "Recantos da Lua"


Na Sexta, dia 15 de Dezembro pelas 19 horas, terá lugar o lançamento do livro "Recantos da Lua", no El Corte Inglés, em Lisboa.
O autor, João Jacinto, nasceu a 22 de Junho de 1959, o primeiro dia do signo Caranguejo, no Montijo. Pelo seu percurso profissional podemos afirmar que é um homem de todas as artes, pois de quase todas exprimentou um pouco, mas foi a poesia quem o tocou em primeiro lugar. Desde muito cedo que a poesia faz parte da sua vida. A sonoridade e o ritmo das palavras harmonizam a sua vida desde sempre, impelindo-o no percurso que seguiu. Juntamente com a poesia surgiu a astrologia, também por um acaso, também pela harmonia. E as duas artes mantêm-se lado a lado. Cresceram juntamente com João Jacinto, sendo fruto de uma criação prazerosa e pensada lentamente. Em cada palavra deste livro há um novo paladar a descobrir, um aroma desconhecido que provoca um arrepio sibilante, libertando a nossa imaginação. É uma poesia de recantos, nos quais o autor se escondeu, para furtivamente atacar a nossa sensibilidade com uma linguagem voraz e lancinante, estimulando intensamente qualquer leitor. Quem, através deste livro, olhar a Lua por este prisma, por este recanto e com este encanto, não poderá deixar de sentir o desafio de sentir-se, de se envolver com a sua sensibilidade, e com a do autor também, entrando assim, repentinamente, num Universo místico, mas que nos toca de forma bem real.

© Magna Editora, 2006. Todos os direitos reservados.


Domingo, Dezembro 10, 2006

De Como Ser - Oficina Permanente do Ator

O espetáculo DE COMO SER, estréia dia 12 de dezembro no TEATRO DA UFSC (Praça Santos Dummond) e finaliza o semestre da Oficina Permanente do Ator-Departamento Artístico Cultural da Universidade Federal de Santa Catarina.

O espetáculo tem um roteiro composto a partir de poesias ,de Portugal
Fernando Pessoa , e seus heterônimos:Alberto Caeiro e Álvaro de Campos,e o poeta contemporâneo, também de Lisboa João Jacinto, que estará lançando em Portugal seu livro de Poesias OS (Re) Cantos da Lua,no dia 15 de dezembro próximo..

Fernando Pessoa, em seus versos , que trabalham a alma humana, de tal forma que cada poesia ,encontra ressonância no leitor, todas abrangendo os caminhos e arestas diversas do Ser, tem no poeta João Jacinto, a mesma escola, do poema que retrata as variações , encontros e desencontros de cada qual com o seu Ser.

Os dois poetas e os brasileiros Carlos Drummond de Andrade e Cecília “eterna” Meireles, estarão presentes com seus versos, no espetáculo DE COMO SER,compondo esta trama dos humanos sentimentos, entre os poemas , optou-se por ser inserido JOSÉ, um dos mais conhecidos poemas brasileiros.

Os Poemas:
Todas As Cartas de Amor São Ridículas, de Álvaro de Campos,Eu Nunca Guardei Rebanhos,de Alberto Caeiro,Se Às Vezes Digo Que AS
Flores Sorriem,de Alberto Caeiro,Entre o Luar e O Arvoredo,de Fernando Pessoa,Escadas,de João Jacinto,Fui Criança, de João Jacinto,Jardim da Vida, de João Jacinto,Canto Proibido, de João Jacinto,Fingidor,de João Jacinto, José,de Carlos Drummond de Andrade,Poema das Sete Faces, de Carlos Drummond de Andrade,Canção de Cecília Meireles,Motivo, de Cecília Meireles e Serenata, de Cecília Meireles

Os poemas, são o texto base para as interpretações,o espetáculo é formado por vários quadros, onde o play teatral comanda, a encenação.

Além dos alunos da OPT,estarão em cena dois conceituados atores, Gringo Starr e Ivana Fossari, que recentemente interpretaram Pablo Neruda e Matilde Urrutia na peça Don Pablo Entre Vogais,encenado pelo Grupo Pesquisa Teatro Novo
Os atores convidados proporcionam aos estudantes um convívio diferenciado desta maravilhosa aventura que é fazer e claro assistir Teatro.

A direção e roteiro final são de Carmen Fossari,que coordena a Opt e dirige o Pesquisa Teatro Novo,

Serviço : De Como Ser
elenco:mariana lapolli,karina losso,diego barardi,felipe fagundes,gustavo vigano, diunei kuhnen e sauthier anderson,
atores convidados: gringo starr e ivana fossari

direção geral: carmen Lúcia fossari

dias: 12, 13 E 14 de dezembro
local: Teatro UFSC
hora: 20:00
entrada liberada

promoção : dac, prce, ufsc
contatos 331 9348

Quarta-feira, Maio 24, 2006

Bissexual Latino

Escorre-me por entre os cantos da boca,
espumando, consistente e espessa baba,
em hilariantes, tarados e confusos desejos,
envoltos em nuvem de aromático sabor cubano
ou na miragem do deserto, a abundância de um oceano.
Dificulto-me ao movimento teatral do olhar
com o das espampanantes e fogosas fêmeas
de contornos provocantes,
em misto de honrada e serviçal postura,
com a de esfomeadas e aluadas hienas.
Seios de dimensões elegantes,
decotes rasgados, insinuantes,
coxas proporcionais em altura...
Gacejo-lhes vulgar brejeirice latina,
com gestos de intenções bem articulados,
sons de rouxinol assobiados,
voz colocada em baixos tons,
em estilo rufia, moderno chapelão,
ajeitado de lado, apontando o chão.
Frases feitas, estudados galateios,
simuladas expressões de engate,
reflectindo na semelhança
ao espelho, ortodoxas gerações.
Excita-me a imaginação;
o feder a noite de tempestuosa fornicação,
visionando o prolongado coito,
apreciando o macho que a cobriu e mugiu,
em pose de possante e ruminante mamífero.
Outro que não eu.
Deleito-me ao apetecível sabor
das imagens hard core,
do prazer envolto de bravura,
com o de sequiosa ternura e amor...
Sinto raiva, inveja desse todo.
Paira o aroma dos restos, os sinais,
as lembranças nas suaves e arranhadas peles.
Antevejo-me na tradicional posição,
em pleno esforço de roubar-lhes a mente,
o afecto, o lado decente...
Em derradeira estocada,
arquitectar elaborada armação,
fazendo-me sentir o outro cabrão,
tendo no orgasmo o prazer maior,
de fazê-lo sentir de mim, o melhor.

O que eu quero não é ela.
Sou eu.
Ou o outro.
Sou bissexual machão!